Livros Infantis Premiados: 10 Vencedores do Hans Christian Andersen, Newbery, Caldecott e Jabuti
Os melhores livros infantis segundo os maiores prêmios do mundo — Hans Christian Andersen, Newbery, Caldecott e Jabuti — com edição brasileira.
Quando você não conhece bem a criança — ou não conhece bem literatura infantil —, um prêmio importante é o melhor atalho para não errar no presente. Não porque livro premiado seja sempre o favorito das crianças, mas porque passou pelo crivo de júris que leem centenas de livros por ano e sabem separar o que é bom do que só é bonito na vitrine. Abaixo, 10 livros reconhecidos pelos maiores prêmios de literatura infantil do mundo, todos com edição brasileira à venda — incluindo três autores brasileiros que levaram o prêmio mais importante de todos.
Os Prêmios que Importam (em uma Linha Cada)
| Prêmio | País | O que premia |
|---|---|---|
| Hans Christian Andersen | Internacional (IBBY) | O conjunto da obra de um autor e de um ilustrador; chamado de "Nobel da literatura infantil" |
| Astrid Lindgren Memorial Award | Suécia | O conjunto da obra; o prêmio em dinheiro mais alto da área |
| Newbery Medal | Estados Unidos | O melhor texto de literatura infantojuvenil do ano |
| Caldecott Medal | Estados Unidos | O melhor livro ilustrado do ano |
| Jabuti | Brasil | O principal prêmio do livro brasileiro, com categorias infantis |
1. Onde Vivem os Monstros — Maurice Sendak
Medalha Caldecott, 1964

Um dos livros ilustrados mais famosos do século 20. Max apronta, fica de castigo, e o quarto vira uma floresta cheia de monstros que ele doma com um olhar. Na época, houve quem achasse os monstros assustadores demais para crianças; as crianças discordaram, e o livro passou de 20 milhões de exemplares. Edição da Companhia das Letrinhas, capa dura. Ideal dos 3 aos 7 anos. Ver na Amazon.
2. A Invenção de Hugo Cabret — Brian Selznick
Medalha Caldecott, 2008

O primeiro romance a ganhar o prêmio de melhor livro ilustrado — o que diz muito sobre ele. São mais de 500 páginas, e boa parte da história de Hugo, o órfão que vive escondido numa estação de trem de Paris, é contada em desenhos a lápis que funcionam como cenas de cinema. Impressiona quem recebe e é lido em poucos dias. Dos 9 aos 12 anos. Ver na Amazon.
3. Ponte para Terabítia — Katherine Paterson
Medalha Newbery, 1978

Jess e Leslie inventam um reino secreto do outro lado do riacho, e a amizade dos dois é o centro de tudo. É também um livro sobre perda — por isso tão indicado por professores e psicólogos, e por isso vale saber que ele emociona. Dos 10 aos 12 anos. Ver na Amazon.
4. O Doador de Memórias — Lois Lowry
Medalha Newbery, 1994

Numa comunidade perfeita, sem dor, sem guerra e sem desigualdade — mas também sem cores, sem música e sem amor —, Jonas, de 12 anos, é escolhido para guardar as memórias de como o mundo era antes. É a distopia juvenil que veio antes de Jogos Vorazes e continua sendo a melhor porta de entrada para o gênero. A partir de 11 anos. Ver na Amazon.
5. A Teia de Charlotte — E. B. White
Newbery Honor, 1953

Perdeu a medalha principal, mas ganhou o mundo: cerca de 50 milhões de exemplares vendidos, muito mais que o vencedor daquele ano. A aranha Charlotte escreve na teia para salvar o porquinho Wilbur, e o livro trata amizade e morte com uma delicadeza rara. Dos 7 aos 10 anos. Ver na Amazon.
6. O Grúfalo — Julia Donaldson e Axel Scheffler
Nestlé Smarties Book Prize (ouro, 0 a 5 anos), 1999

Um camundongo inventa um monstro terrível para espantar os predadores da floresta — e aí o monstro aparece. Os versos se repetem e a criança antecipa a próxima fala, que é exatamente o que ela mais gosta de fazer nessa idade. Dos 2 aos 5 anos. Ver na Amazon.
7. O Pato, a Morte e a Tulipa — Wolf Erlbruch
Hans Christian Andersen para o ilustrador, 2006

Um pato percebe que está sendo seguido pela Morte — que aqui não é vilã, só uma companhia gentil e um pouco tímida. É um dos livros mais recomendados para conversar sobre morte com crianças, e também um objeto de arte. Não é presente para qualquer ocasião; é o presente certo para uma família que está passando por uma perda. Veja mais sobre o tema na nossa lista de livros infantis sobre emoções. Ver na Amazon.
8. A Bolsa Amarela — Lygia Bojunga
Hans Christian Andersen, 1982, e Astrid Lindgren Memorial Award, 2004

Lygia Bojunga foi a primeira pessoa da América Latina a ganhar o Hans Christian Andersen e, mais tarde, levou também o Astrid Lindgren — os dois maiores prêmios da área. A Bolsa Amarela é o livro dela mais lido: Raquel esconde na bolsa três vontades que não pode contar a ninguém. Dos 9 aos 12 anos. Ver na Amazon.
9. Bisa Bia, Bisa Bel — Ana Maria Machado
Hans Christian Andersen, 2000

Isabel encontra uma foto da bisavó e passa a conversar com ela — e, mais tarde, com a própria bisneta, que ainda nem nasceu. Uma história sobre o que muda e o que permanece entre as gerações de mulheres de uma família. Ana Maria Machado foi a segunda brasileira a receber o Andersen. Dos 8 aos 11 anos. Ver na Amazon.
10. Meninos do Mangue — Roger Mello
Dois Prêmios Jabuti, 2002; Hans Christian Andersen para o ilustrador, 2014

A Sorte e a Preguiça apostam numa pescaria de caranguejo, e a perdedora tem de contar uma história para cada perna do bicho — oito histórias do mangue brasileiro. O livro ganhou o Jabuti de melhor livro infantil e de melhor ilustração, e Roger Mello se tornou, em 2014, o primeiro ilustrador brasileiro a receber o Hans Christian Andersen. Dos 7 aos 10 anos. Ver na Amazon.
Menção Honrosa: O Menino Maluquinho
Ziraldo ganhou o Jabuti de 1981 com O Menino Maluquinho, lançado no ano anterior — um raro caso de livro premiado que também virou fenômeno de vendas, com mais de 4 milhões de exemplares. Está na nossa lista dos melhores livros infantis brasileiros.
Perguntas Frequentes
Qual é o prêmio mais importante da literatura infantil?
O Prêmio Hans Christian Andersen, entregue a cada dois anos pelo IBBY (International Board on Books for Young People) a um autor e a um ilustrador pelo conjunto da obra. É chamado de "Nobel da literatura infantil". O Brasil já ganhou três vezes: Lygia Bojunga (1982), Ana Maria Machado (2000) e Roger Mello (2014).
Livro premiado é sempre o preferido das crianças?
Não necessariamente. Júris premiam qualidade literária e artística; criança escolhe pelo que a diverte. O ideal é combinar: um premiado de qualidade garantida com um tema que a criança já gosta. Se ela ama dinossauros, um premiado sobre família pode ficar na estante.
Onde vejo o selo do prêmio no livro?
Nas edições americanas, a medalha Newbery ou Caldecott vem impressa na capa. Nas brasileiras, nem sempre: a informação costuma estar na contracapa ou na orelha. Na dúvida, esta lista já conferiu para você.
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