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# Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter — Sobre o Que É e Se Precisa Ler a Continuação
- URL: https://www.faroldoleitor.com.br/melhor-do-que-nos-filmes-lynn-painter-analise/
- Published: 2026-10-09T01:26:03.000Z
- Updated: 2026-10-10T20:27:30.000Z
- Description: Sobre o que é Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter? A comédia romântica jovem que vai virar filme da Netflix, e a ordem com a continuação.
- Author: Renato Guimarães
- Tags: Infantojuvenil e Jovem Adulto (YA / New Adult)

*Melhor do que nos Filmes* é uma comédia romântica para jovens adultos sobre Liz Buxbaum, uma adolescente apaixonada por filmes românticos que decide viver o próprio. O alvo é Michael, o garoto por quem é apaixonada desde sempre e que acaba de voltar para a cidade. O problema é que, para chegar até ele, Liz precisa da ajuda de Wes Bennett, o vizinho com quem briga desde a infância — e o plano envolve fingir um namoro. Qualquer pessoa que já viu uma comédia romântica sabe para onde isso vai, e o livro sabe que o leitor sabe: a graça está em como chega lá. Tem continuação, *Não É Como nos Filmes*, mas o primeiro livro tem começo, meio e fim e pode ser lido sozinho.

Publicado no Brasil pela Intrínseca em 2023, com tradução de Alessandra Esteche, o livro estourou no TikTok, é um dos romances jovens mais avaliados da Amazon brasileira e está sendo adaptado para o cinema pela Netflix, com filmagens em Chicago no segundo semestre de 2026.

> **Edição da Intrínseca**, tradução de Alessandra Esteche. [**Ver preço na Amazon →**](https://www.amazon.com.br/dp/6555607289?tag=farolgeral-20&ref=faroldoleitor.com.br)

## Sobre o Que É Melhor do que nos Filmes

Liz é romântica de carteirinha. Ela conhece de cor as falas das comédias românticas clássicas, acredita em grandes gestos e está convencida de que o amor verdadeiro acontece do jeito que acontece nos filmes. Quando Michael, a paixão da infância, reaparece no último ano do ensino médio, ela decide que chegou a hora do seu próprio roteiro.

Wes Bennett, o vizinho da casa ao lado, é o oposto do mocinho que ela imagina: implicante, irônico, sempre pronto para provocá-la. Mas é justamente a ele que Liz recorre: faz um acordo com Wes para se aproximar do garoto dos sonhos, os dois passam a fingir que estão juntos, e Liz começa a descobrir, para seu espanto, que gosta muito mais da companhia de Wes do que imaginava.

## Os Filmes Como Uma Forma de Guardar Alguém

Por trás do tom leve, o livro tem uma camada que faz toda a diferença. O amor de Liz pelos filmes românticos não é só gosto pessoal: era uma paixão que ela dividia com a mãe, roteirista, que morreu alguns anos antes. Assistir àquelas comédias é, para Liz, uma forma de continuar perto dela — de manter viva uma ligação que a morte interrompeu.

Durante muito tempo, a psicologia entendeu o luto saudável como um processo de "desligamento" da pessoa perdida. Nos anos 1990, um grupo de pesquisadores propôs outra ideia, a dos vínculos contínuos: em vez de cortar o laço, muitas pessoas o transformam, mantendo a relação com quem morreu por meio de rituais, lembranças, objetos, hábitos compartilhados. Liz faz exatamente isso com os filmes. O livro não usa esse nome, claro, mas retrata o mecanismo com delicadeza — e mostra também o risco de que a lembrança idealizada ocupe tanto espaço que impeça de ver a vida real que está acontecendo ao lado, literalmente na casa vizinha.

## Quando a Vida Real Não Segue o Roteiro

O título já entrega a tese do livro: a vida pode ser melhor do que nos filmes, mas raramente do jeito que os filmes ensinaram. Liz passa boa parte da história tentando encaixar a realidade num roteiro pronto — o garoto certo, a cena certa, o gesto certo — e o que ela vai descobrindo é que as coisas mais importantes acontecem fora do script, nas conversas sem plano, nas brigas que viram cuidado, na pessoa que ela nunca tinha pensado em olhar de outro jeito.

É uma descoberta que vale também fora da ficção. Expectativas ajudam a dar forma ao desejo, mas podem virar uma lente que distorce o que está diante de nós. Para leitores adolescentes, que estão vivendo os primeiros amores, o livro oferece essa ideia sem sermão, embrulhada em humor, referências de cinema e uma boa dose de constrangimento adolescente.

## Melhor do que nos Filmes e Não É Como nos Filmes

A história de Liz e Wes continua em *Não É Como nos Filmes*, também publicado pela Intrínseca. A continuação se passa depois do ensino médio, quando algo acontece entre os dois às vésperas de irem juntos para a faculdade e a relação termina. No segundo livro, Wes tenta reconquistá-la, e Liz não facilita nem um pouco.

A ordem de leitura é simples: primeiro *Melhor do que nos Filmes*, depois *Não É Como nos Filmes*. Lynn Painter escreveu também outros romances jovens que não fazem parte dessa série, como *Apostando no Amor* e *Patinando no Amor*, e que podem ser lidos em qualquer ordem.

## Para Quem Esta Leitura Faz Sentido

*Melhor do que nos Filmes* é para adolescentes e jovens adultos que gostam de comédia romântica, de romances entre vizinhos e de namoros de mentira que viram de verdade. A leitura é rápida, divertida e cheia de referências a filmes, o que agrada especialmente a quem cresceu vendo o gênero.

É um livro jovem, com o tom, o humor e os dramas próprios dessa fase. Quem procura um romance mais adulto pode achar leve demais; quem quer uma história gostosa de ler numa sentada costuma sair encantado. E, para quem vai esperar o filme da Netflix, é a hora certa de ler antes.

## Dúvidas Comuns dos Leitores

### Melhor do que nos Filmes tem cenas de sexo?

É um romance jovem adulto, sem cenas explícitas. Há beijos e situações românticas próprias da faixa etária, e é considerado adequado para adolescentes.

### Precisa ler Não É Como nos Filmes?

Não é obrigatório: o primeiro livro tem um final completo. Mas quem se apegar a Liz e Wes vai querer saber o que acontece depois, e a continuação responde.

### Melhor do que nos Filmes vai virar filme?

Sim. A Netflix está adaptando o livro, com direção de Julia Hart e Beatrice Kitsos e David Iacono nos papéis de Liz e Wes. As filmagens começaram em Chicago em setembro de 2026, e a data de estreia ainda não foi anunciada.

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