Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter — Sobre o Que É e Se Precisa Ler a Continuação
Sobre o que é Melhor do que nos Filmes, de Lynn Painter? A comédia romântica jovem que vai virar filme da Netflix, e a ordem com a continuação.
Melhor do que nos Filmes é uma comédia romântica para jovens adultos sobre Liz Buxbaum, uma adolescente apaixonada por filmes românticos que decide viver o próprio. O alvo é Michael, o garoto por quem é apaixonada desde sempre e que acaba de voltar para a cidade. O problema é que, para chegar até ele, Liz precisa da ajuda de Wes Bennett, o vizinho com quem briga desde a infância — e o plano envolve fingir um namoro. Qualquer pessoa que já viu uma comédia romântica sabe para onde isso vai, e o livro sabe que o leitor sabe: a graça está em como chega lá. Tem continuação, Não É Como nos Filmes, mas o primeiro livro tem começo, meio e fim e pode ser lido sozinho.
Publicado no Brasil pela Intrínseca em 2023, com tradução de Alessandra Esteche, o livro estourou no TikTok, é um dos romances jovens mais avaliados da Amazon brasileira e está sendo adaptado para o cinema pela Netflix, com filmagens em Chicago no segundo semestre de 2026.
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Sobre o Que É Melhor do que nos Filmes
Liz é romântica de carteirinha. Ela conhece de cor as falas das comédias românticas clássicas, acredita em grandes gestos e está convencida de que o amor verdadeiro acontece do jeito que acontece nos filmes. Quando Michael, a paixão da infância, reaparece no último ano do ensino médio, ela decide que chegou a hora do seu próprio roteiro.
Wes Bennett, o vizinho da casa ao lado, é o oposto do mocinho que ela imagina: implicante, irônico, sempre pronto para provocá-la. Mas é justamente a ele que Liz recorre: faz um acordo com Wes para se aproximar do garoto dos sonhos, os dois passam a fingir que estão juntos, e Liz começa a descobrir, para seu espanto, que gosta muito mais da companhia de Wes do que imaginava.
Os Filmes Como Uma Forma de Guardar Alguém
Por trás do tom leve, o livro tem uma camada que faz toda a diferença. O amor de Liz pelos filmes românticos não é só gosto pessoal: era uma paixão que ela dividia com a mãe, roteirista, que morreu alguns anos antes. Assistir àquelas comédias é, para Liz, uma forma de continuar perto dela — de manter viva uma ligação que a morte interrompeu.
Durante muito tempo, a psicologia entendeu o luto saudável como um processo de "desligamento" da pessoa perdida. Nos anos 1990, um grupo de pesquisadores propôs outra ideia, a dos vínculos contínuos: em vez de cortar o laço, muitas pessoas o transformam, mantendo a relação com quem morreu por meio de rituais, lembranças, objetos, hábitos compartilhados. Liz faz exatamente isso com os filmes. O livro não usa esse nome, claro, mas retrata o mecanismo com delicadeza — e mostra também o risco de que a lembrança idealizada ocupe tanto espaço que impeça de ver a vida real que está acontecendo ao lado, literalmente na casa vizinha.
Quando a Vida Real Não Segue o Roteiro
O título já entrega a tese do livro: a vida pode ser melhor do que nos filmes, mas raramente do jeito que os filmes ensinaram. Liz passa boa parte da história tentando encaixar a realidade num roteiro pronto — o garoto certo, a cena certa, o gesto certo — e o que ela vai descobrindo é que as coisas mais importantes acontecem fora do script, nas conversas sem plano, nas brigas que viram cuidado, na pessoa que ela nunca tinha pensado em olhar de outro jeito.
É uma descoberta que vale também fora da ficção. Expectativas ajudam a dar forma ao desejo, mas podem virar uma lente que distorce o que está diante de nós. Para leitores adolescentes, que estão vivendo os primeiros amores, o livro oferece essa ideia sem sermão, embrulhada em humor, referências de cinema e uma boa dose de constrangimento adolescente.
Melhor do que nos Filmes e Não É Como nos Filmes
A história de Liz e Wes continua em Não É Como nos Filmes, também publicado pela Intrínseca. A continuação se passa depois do ensino médio, quando algo acontece entre os dois às vésperas de irem juntos para a faculdade e a relação termina. No segundo livro, Wes tenta reconquistá-la, e Liz não facilita nem um pouco.
A ordem de leitura é simples: primeiro Melhor do que nos Filmes, depois Não É Como nos Filmes. Lynn Painter escreveu também outros romances jovens que não fazem parte dessa série, como Apostando no Amor e Patinando no Amor, e que podem ser lidos em qualquer ordem.
Para Quem Esta Leitura Faz Sentido
Melhor do que nos Filmes é para adolescentes e jovens adultos que gostam de comédia romântica, de romances entre vizinhos e de namoros de mentira que viram de verdade. A leitura é rápida, divertida e cheia de referências a filmes, o que agrada especialmente a quem cresceu vendo o gênero.
É um livro jovem, com o tom, o humor e os dramas próprios dessa fase. Quem procura um romance mais adulto pode achar leve demais; quem quer uma história gostosa de ler numa sentada costuma sair encantado. E, para quem vai esperar o filme da Netflix, é a hora certa de ler antes.
Dúvidas Comuns dos Leitores
Melhor do que nos Filmes tem cenas de sexo?
É um romance jovem adulto, sem cenas explícitas. Há beijos e situações românticas próprias da faixa etária, e é considerado adequado para adolescentes.
Precisa ler Não É Como nos Filmes?
Não é obrigatório: o primeiro livro tem um final completo. Mas quem se apegar a Liz e Wes vai querer saber o que acontece depois, e a continuação responde.
Melhor do que nos Filmes vai virar filme?
Sim. A Netflix está adaptando o livro, com direção de Julia Hart e Beatrice Kitsos e David Iacono nos papéis de Liz e Wes. As filmagens começaram em Chicago em setembro de 2026, e a data de estreia ainda não foi anunciada.
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