Livros para Presentear Mães de Primeira Viagem: da Gravidez ao Bebê
Livros para presentear mães de primeira viagem, da gravidez ao nascimento e à relação mãe-bebê: guias, relatos de acolhimento e Winnicott, por momento.
O melhor livro para presentear uma mãe de primeira viagem depende do momento em que ela está, e acertar o momento vale mais do que acertar o título. Na gravidez, o que costuma ajudar é um guia de consulta como O Que Esperar Quando Você Está Esperando, que responde as perguntas práticas de cada fase; nas primeiras semanas depois do nascimento, o que mais ajuda é um livro que acolha a mãe e não lhe dê mais uma lista de tarefas, como Mãe Recém-Nascida, de Thaís Vilarinho; e, quando a primeira poeira baixa e ela começa a se perguntar o que está acontecendo entre ela e o bebê, entram as leituras sobre a relação, como Bebês e Suas Mães, de Winnicott. Este guia organiza sete livros nessas três fases, diz para quem cada um serve e para quem talvez ainda não sirva, e termina com uma combinação de presente para cada situação.
Se for dar um só livro na gravidez, o guia de referência é O Que Esperar Quando Você Está Esperando, na edição ilustrada e atualizada da Record. Ver na Amazon →
Antes de escolher: o que ela precisa agora
Quem já esteve perto de uma mulher que acabou de ter o primeiro filho sabe que as necessidades mudam depressa. Durante a gravidez, a curiosidade e a vontade de se preparar costumam ser grandes, e um livro de informação é bem-vindo porque devolve alguma sensação de controle diante de um corpo que está mudando por conta própria. Depois do parto, a mesma mulher pode estar exausta, dormindo em pedaços e cercada de conselhos, e um manual de quinhentas páginas, por melhor que seja, corre o risco de virar mais uma cobrança sobre a prateleira. Por isso a regra de ouro para presentear é perguntar a si mesmo se o livro serve à mulher de hoje ou à mulher que você imagina que ela deveria ser, e, na dúvida, preferir o que acolhe ao que ensina.
Na gravidez: informação e memória
O Que Esperar Quando Você Está Esperando, de Heidi Murkoff com Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway, é um dos guias de gravidez mais conhecidos do mundo e segue um caminho que a própria editora descreve como o do planejamento ao pós-parto. A edição brasileira da Record, em sua versão ilustrada e atualizada (37ª edição, 2023, tradução de Alessandra Bonrruquer), tem 868 páginas, e esse número diz muito sobre como o livro deve ser usado: ele é para consultar, mês a mês, conforme as dúvidas aparecem, e não para ler de capa a capa em um fim de semana. Vale dizer também que nenhum livro substitui o pré-natal, e que a função de um guia assim é ajudar a mulher a chegar à consulta com perguntas melhores, não a responder no lugar da equipe de saúde.

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Outro tipo de presente para esse momento é aquele em que a própria mãe escreve. O Livro do Bebê, da Catapulta Editores, é um diário de capa dura com 80 páginas que começa ainda na gestação e acompanha o primeiro ano de vida, e vem com uma caixa de quatro divisões para guardar pequenas lembranças, como a touquinha da maternidade ou o primeiro sapatinho. A graça desse presente está em oferecer um lugar para o que, de outro modo, se perde no cansaço dos primeiros meses, e um registro assim costuma ser relido pela mãe anos depois com um carinho que ela mal consegue antecipar na hora de preencher.

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No nascimento e nas primeiras semanas
Quando o bebê chega, as perguntas passam a ser muito concretas: o que levar para a maternidade, como dar banho, como organizar o sono e a amamentação. Marinheira de Primeira, de Olivia Bernardes, publicado pela Zahar, é um guia curto, de 144 páginas, que trata justamente dessas questões práticas, da lista básica do enxoval ao que levar à maternidade, passando pela escolha do pediatra, pelas rotinas de sono e amamentação e pelo banho. A autora é a criadora de um curso para pais de primeira viagem com o mesmo nome, desenvolvido, segundo a editora, com o apoio de pediatras e obstetras, e o tom do livro busca orientar sem impor regras certas ou erradas. Como a edição é de 2014, convém que a mãe confirme com o pediatra qualquer orientação de saúde, porque as recomendações mudam com o tempo.

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Para a mãe que acabou de nascer
Existe um tipo de livro que quase nunca aparece nas listas de presente e que costuma ser o mais necessário: aquele escrito para a mãe, e não para o bebê. Mãe Recém-Nascida, de Thaís Vilarinho (Buzz Editora, 240 páginas), parte de uma ideia que a própria sinopse resume em uma pergunta: "Mas e a mãe que acabou de nascer? Aqui está. Algo para você." O título e a sinopse deixam claro a quem o livro se destina, e a mesma autora tem outro livro, Mãe Fora da Caixa, com 226 páginas, que a própria apresentação define como a história de uma experiência ao mesmo tempo muito particular e muito universal. São leituras para quem prefere sentir que não está sozinha a receber instruções.

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Vale um cuidado ao presentear nessa fase. É comum que as primeiras semanas tragam choro fácil, cansaço profundo e oscilações de humor, e isso, por si só, faz parte do período. Mas quando a tristeza, a ansiedade ou o medo se prolongam, atrapalham o cuidado de si e do bebê ou vêm acompanhados de pensamentos de se machucar, deixam de ser apenas parte do caminho e merecem atenção profissional, e nenhum dos livros desta lista substitui isso. Procurar a equipe do pré-natal, o obstetra, a unidade de saúde ou um psicólogo é um gesto de cuidado e não de fraqueza, e, em momentos de crise, o CVV atende pelo telefone 188, a qualquer hora, de graça. Quem presenteia pode, aliás, fazer mais do que dar um livro: perguntar como a mãe está, e ouvir a resposta sem pressa.
A relação mãe-bebê: Winnicott e Laura Gutman
Quando as semanas passam e a rotina se organiza um pouco, muitas mães começam a se perguntar o que está acontecendo no vínculo com o filho, e é nesse momento que a psicanálise tem algo a oferecer. Donald Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, passou a vida observando mães e bebês, e Bebês e Suas Mães, publicado no Brasil pela Ubu (144 páginas, tradução de Breno Longhi, prefácio de Maria Rita Kehl), reúne nove textos dele sobre esse território. É o território em que ele formulou noções como a da "mãe suficientemente boa", que descreve uma mãe que se adapta de forma ativa às necessidades do bebê no início e que vai, aos poucos, falhando de maneiras suportáveis, o que ajuda a criança a tolerar frustrações, e que não propõe nenhuma mãe perfeita, e sim uma mãe humana. Para quem vive a cobrança de acertar tudo, a ideia costuma ser um alívio. Há também uma frase atribuída a Winnicott que resume sua perspectiva, a de que um bebê sozinho não existe: onde há um bebê, há alguém cuidando dele, e é essa relação, mais do que cada um dos dois, o que ele pede que se observe.

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A Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra, de Laura Gutman, psicoterapeuta especializada em casais e crianças pequenas, é um livro mais denso e mais reflexivo (Best Seller, 319 páginas, tradução de Luis Carlos Cabral), que convida as mães a um momento de reflexão sobre a responsabilidade de criar um bebê e sobre o que a maternidade desperta na própria mulher. Pela proposta, não parece a leitura mais indicada para as primeiras semanas, quando o cansaço pede coisas leves, mas é um bom presente para quem já atravessou a fase mais aguda e gosta de ler para entender a si mesma. Quem quiser conhecer melhor o pensamento de Winnicott pode começar pelo nosso texto sobre os conceitos de Winnicott explicados.

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Como combinar: três presentes prontos
Para a gestante que está se preparando, a combinação mais certeira é o guia de consulta com o diário que começa na gestação, que une informação e memória. Para a mãe nas primeiras semanas, um livro escrito para ela, como Mãe Recém-Nascida, e nada além disso, porque o excesso de leitura pesa. E, para a que já está mais firme e curiosa sobre o vínculo, Winnicott ou Laura Gutman, conforme ela prefira a clareza de um clássico curto ou a reflexão mais longa. Uma ideia que costuma ser bem recebida em qualquer das fases é um leitor digital com luz embutida, que permite ler de madrugada, em meio às mamadas, sem acender a lâmpada do quarto e sem segurar um livro pesado com uma mão só; quem quiser conhecer as opções pode ver nosso comparativo de Kindles.
Uma ideia a mais: a Lista do Bebê
Se a mãe ainda está grávida, vale saber que a Amazon tem a Lista do Bebê, um registro em que ela reúne o que precisa para a gravidez e para o bebê e compartilha a lista com amigos e familiares, que compram a partir dela. Quem vai presentear pode procurar a lista dela pelo nome na página do serviço, e isso evita repetir presentes; a Amazon destaca benefícios para quem cria a lista, que podem mudar, e por isso convém confirmar na página. Ver a Lista do Bebê na Amazon →
Dúvidas comuns
Qual o melhor livro para uma mãe de primeira viagem?
Depende do momento: na gravidez, um guia de consulta como O Que Esperar Quando Você Está Esperando; nas primeiras semanas, um livro de acolhimento como Mãe Recém-Nascida; e, mais adiante, uma leitura sobre a relação, como Bebês e Suas Mães, de Winnicott.
É melhor dar um guia ou um relato?
Os dois servem, para momentos diferentes. O guia ajuda quem precisa de respostas práticas e tende a ser mais útil na gravidez e no início; o relato ou o livro de acolhimento ajuda quem está cansada ou se sentindo sozinha, e costuma ser mais seguro para presentear logo depois do parto.
Existe um livro sobre depressão pós-parto nesta lista?
Nenhum dos livros desta lista é dedicado ao assunto, e preferimos não indicar leitura como substituto de cuidado. Se uma mãe estiver com tristeza ou ansiedade que não passam, o caminho é procurar a equipe de saúde; em crise, o CVV atende pelo 188.
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