Noites Brancas, de Dostoiévski — Qual Edição Ler e Por Que o Sonhador Ainda Comove

Qual a melhor edição de Noites Brancas, de Dostoiévski? Editora 34 (direto do russo), Antofágica e Principis, e por que a novela do sonhador ainda comove.

Compartilhar
Noites Brancas, de Dostoiévski — Qual Edição Ler e Por Que o Sonhador Ainda Comove

A edição que recomendamos de Noites Brancas é a da Editora 34, com tradução feita diretamente do russo por Nivaldo dos Santos e ilustrações de Lívio Abramo — a mesma editora que publicou toda a ficção de Dostoiévski em traduções diretas. A edição mais avaliada da Amazon brasileira, porém, é a da Principis, mais barata; e a Antofágica tem uma edição ilustrada e ampliada, com material extra. Como a novela é curta, vale investir numa boa tradução: o charme do texto está todo na voz do narrador.

Comparativo Rápido das Edições

Editora Tradução Páginas Destaque Para quem é
Editora 34 Nivaldo dos Santos, direto do russo 96 Ilustrações de Lívio Abramo Quem quer a melhor tradução
Antofágica — 288 Edição ilustrada com textos extras Quem quer uma edição especial
Principis — — Preço baixo Quem quer apenas conhecer o texto
Edição da Editora 34, tradução direta do russo. Ver preço na Amazon →

Edição ilustrada da Antofágica. Ver preço na Amazon →

Edição econômica da Principis. Ver preço na Amazon →

Do Que Fala Noites Brancas

Em São Petersburgo, durante as noites de verão em que o céu quase não escurece, um jovem solitário que passa a vida imaginando conversas e aventuras que nunca vive encontra uma moça chorando à beira de um canal. Ao longo de quatro noites, os dois conversam, se confidenciam e se aproximam — ele se apaixona, ela espera por outro homem. Publicada em 1848, quando Dostoiévski tinha vinte e poucos anos, a novela é uma das obras mais delicadas e acessíveis do autor, e foi adaptada várias vezes para o cinema.

O Sonhador

O narrador se apresenta como um sonhador: alguém que vive mais na imaginação do que na vida real, que conhece de cor as casas da cidade mas não tem amigos, que inventa romances inteiros na cabeça e chega aos vinte e seis anos sem ter vivido nenhum. Dostoiévski o descreve com ternura e ironia ao mesmo tempo, e o retrato continua impressionantemente atual — basta pensar em quanta gente hoje vive relações mais intensas na tela do que fora dela.

Quem trabalha com pessoas reconhece esse tipo de solidão: a de quem tem uma vida interior riquíssima e, justamente por isso, tem medo de arriscá-la no contato com o mundo, onde as coisas podem dar errado. As quatro noites são a primeira vez em que o narrador vive algo de verdade — e o livro deixa a pergunta sobre se isso vale a dor que vem depois.

Por Onde Seguir em Dostoiévski

Noites Brancas é uma ótima porta de entrada para o autor, antes dos grandes romances. Quem gostar pode seguir para Memórias do Subsolo, que leva o tema da solidão e da consciência a um extremo bem mais amargo, e depois para Crime e Castigo.

Dúvidas Comuns dos Leitores

Qual a melhor tradução de Noites Brancas?

A de Nivaldo dos Santos, pela Editora 34, feita diretamente do russo.

Noites Brancas é um bom livro para começar Dostoiévski?

Sim. É curto, de leitura leve e mostra a sensibilidade do autor antes dos romances longos e densos.

Por que o título é Noites Brancas?

Por causa das noites de verão em São Petersburgo, quando o sol se põe tão tarde e por tão pouco tempo que o céu quase não escurece.

Pronto para começar? A edição da Editora 34 é a nossa recomendação. Ver preço na Amazon →

Leia também